quinta-feira, agosto 07, 2008

A você

O silêncio é a tua palavra preferida.
O mistério seu esconderijo.
Mas eu o encontro, eu o ouço, eu o vejo.

Tuas entranhas não me são estranhas: eu o conheço.
Cada palavra, cada som audível ou não
Cada suspiro eu interpreto
Porque minha linguagem vai além do traduzível
Minha linguagem é o amor, e é por isso que
Te encontro, te ouço, te vejo.
Sempre. Sempre...

Patrícia Prado
Uma pequena bailarina gira, gira...
Ao som da doce melodia
uma jovem olha pela janela...
Olha a vida passar.

O sol se põe. O dia adormece.
O galo canta. A vida acontece.

Gira, gira a roda da vida
e as batidas do relógio marcam:
um tempo...dois tempos...três tempos.
É o tempo. É o tempo.

Patrícia Prado

De Chapéu na mão

Sinto a porta se abrindo
Percebo o olhar se voltando
e em um segundo de instante
todo o tempo que parecia findo
volta com intensidade.

Suave...leve... mas intenso.
Estas de volta. Não como outrora.
O olhar não é o mesmo da partida.
O sorriso se abre. A vontade renasce.

Patrícia Prado

sexta-feira, abril 25, 2008

A parte que me falta ( ? )

Dizer que és a parte que me falta
é uma mentira.
Não sou incompleto,
Não sou dependente,
Sou único.

Dizer que és a parte que me falta
é admitir que para ser Ser preciso do outro
e isso não é necessariamente uma verdade.

Culturalmente, socialmente,
até afetivamente admito:
sim, és a parte que me ajuda a descobrir quem sou
e o que posso fazer para Ser
mas...

Dizer que és a parte que me falta é uma pretensão,
pretensão que pode levar ao tédio, a loucura, a morte ou...
a solidão.

Patrícia Prado

terça-feira, fevereiro 26, 2008

A flor de Lótus

Parar. Refletir sobre o que se quer. Agir.
Atitudes de uma mente que conjectura com a realidade abstrata de uma vida programada para o nada; ou seria para o tudo?
Roboticamente, com um sistema integrado em seu cérebro suas ações sempre foram baseada em um código nada binário muito menos matemático, nada racional.
Agora resta apenas a análise fria do momento; e o que ele diz: que o instante existe, algo até então pouco valorizado.
Como um monge entro em estado de contemplação e percebo que a saída esta no desapego: tudo é fugaz apenas esse minuto existencial onde uno a palavra ao pensamento são reais mas quando essa frase terminar ela se juntará a outras tantas milhares de ações que ficaram no passado, que já não existem mais no plano real apenas em minha alma estigmatizada pela dor, pelas ações do viver. O importante então é renascer, a cada instante renascer...

Patrícia Prado

terça-feira, fevereiro 19, 2008


O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade...sei lá de quê!


Florbela Espanca (1894-1930)

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Morte e vida Severina


A falta é a morte da esperança.


Por onde eu andei - Nando Reis

sábado, janeiro 05, 2008

Crise de Autoridade: A Realidade de uma Nova Era

Quando se fala em autoridade logo pensa-se em poder. Segundo Bueno (1987) autoridade é a “influência, prestígio; magistrado que exerce poder; agente ou delegado do poder público; pessoa que tem competência num assunto”.
Se para os estudiosos da língua autoridade está ligada ao poder, para a filosofia ter autoridade não é o mesmo que ter poder .Cum potestas in populo auctoritas in senatu sit – “enquanto o poder reside no povo, a autoridade repousa no Senado” dizia Cícero (De Legibus, 3 12, 38 In ARENDT, HANNAH ).
A análise dessa afirmativa leva a conclusão de que, o poder a qual se referia Cicero é o poder ligado a ação, e autoridade refere-se a “fazer aumentar” significado primeiro da palavra ‘auctoritas” derivada do verbo augere
Pensando sobre a autoridade a partir do trabalho de Hannah Arendt em seu livro Entre o passado e o futuro infere-se que o mundo moderno está a viver uma crise de autoridade.
Em uma análise sistemática sobre o tema, que começa na Roma antiga, berço do conceito, Arendt (2001) conclui que as várias Revoluções que ocorrem no século XX são as responsáveis pelas rupturas na tríade que sustentava a autoridade: a tradição, a religião e a própria autoridade como forma de expansão.
Partindo do conceito de autoridade para os romanos, esse a tinha como “um aumento” que encontrava-se ligado a expansão territorial. Logo, poder e autoridade eram coisas distintas no pensamento latino antigo.
A garantia da preservação da autoridade estava no uso coercitivo. Palavras ou atos eram utilizados na manutenção dessa. Sobre a violência como aparelho de repressão Arendt (2001) diz que “a autoridade exclui a utilização de meios externos de coerção. Onde a força é usada, a autoridade em si mesmo fracassou”.
Mas o que a história da humanidade relata é que o uso da força sempre foi utilizado como um escudo que assegurava a continuidade de uma entidade que possuía a autoridade.
É interessante o fato de que a autoridade em si não possui poder. O poder pertence ao povo Cum potestas in populo auctoritas in senatu sit – “enquanto o poder reside no povo, a autoridade repousa no Senado” dizia Cícero (De Legibus, 3 12, 38 In ARENDT, HANNAH).
Sendo assim, a autoridade somente existe quando é legitimada por aqueles que possuem o poder, o povo. Na Roma antiga, “aqueles que eram dotados de autoridade eram os anciãos, o Senado ou os patres os quais a obtinham por descendência e transmissão. Por transmissão entende-se ser a tradição. Tradição essa que estava ligada ao pensamento atemporal das coisas “uma vez fundada, ela permanece obrigatória para todas as gerações (Arendt, 2001).
Segundo Arendt, “o caráter autoritário do “acréscimo” dos anciãos repousa em sua natureza de mero conselho, prescindindo, seja de forma de ordem, seja de coerção externa para fazer-se escutado.
Há uma necessidade de ser guiado por uma autoridade. Mesmo sendo o “guardião do poder” os homens querem uma autoridade sobre sua vida. Uma transferência de responsabilidade. Pergunta-se : O desejo pela liberdade é sucumbido pelo não saber guiar-se? A autoridade é mais importante que a liberdade?
Desde os primórdios dos tempos os homens buscam por algo que possam ter como exemplo de conduta. Divindades, governos, diversas formas de potestades surgiram no imaginário e na vida dos homens as quais foram delegadas autoridades a fim de dirigir e controlar suas escolhas, suas vidas.
E assim uma ordem hierárquica fez-se surgir na construção de uma sociedade que se sustentava em autoridade.
Se outrora o homem delegava, através de seu poder de decisão, a autoridade a alguem ou a uma instituição na contemporaneidade vivencia-se uma crise de paradigmas. A autoridade delegada investe-se de poder. Poder usurpado de uma massa que deixou-se seduzir pelo pensamento dominante.
A história do homem é uma história de luta pelo poder. Para Kant “ a posse do poder corrompe o livre juízo da razão” (Arendt, 2001). Se a autoridade antes era legitimada pelos que detinham o poder, em um tempo posterior essa mesma autoridade foi violentamente conquistada. E nessa luta perdeu-se o seu significado, sua essência.
Pode-se inferir que tal fato surge quando a tradição perde seu significado. A tríade que sustentava o pensamento sobre a autoridade rui e assim começam a surgir novas formas de controle da autoridade. A dicotomia entre o bios politikós e o bios theoretikós que o pensamento Socrático tentava impedir, passa é ser o conceito que guia a autoridade. Prática e ação são distintas nos discursos. Maquiavel compreendeu isso em seu tempo, mas os que detinham o poder não o quiseram ouvir. Seu discurso era duro demais, nunca os fins podem justificar os meios!
Alice no país das maravilhas, esse é o lugar onde se encontra o homem. Sonhador de um bem comum bem esquematizados nas Constituições embriaga-se dia após dia com o vinho servido pela famigerada elite, droga-se com o ópio das falidas religiões.
Alienado dentro de uma Matrix assiste todos os dias seu corpo ser domesticado pelas ciências positivistas. Um legado perpetuado pelas escolas públicas, dádivas dos amados goverantes, eleitos e escolhidos pelos detentores do poder.
Enquanto ocorre o seqüestro do carbono na Amazônia, em milhares de escolas, do Oiapoque ao Chuí crianças são programadas para serem os futuros homens e mulheres que sustentarão o sistema. Mas isso não é bom? Não é bom termos pão e circo? Não é bom ser conhecidos como o povo hexa campeão? Não é bom ter uma autoridade constituída pelo povo, vinda do povo?
Platão idealizava um mundo governado pelos filósofos.Para ele “o domínio do filosofo não se caracteriza pela comtemplação e sim pela fala e ação.
A fala. Discurso criador. O logos. A palavra. Através dessa ação racional todas as coisas que existem se formaram. Para os cristãos, pela ação da Palavra de Deus todas as coisas foram criadas. Palavra que possui autoridade a ponto de toda o universo se render a sua voz.
Mas o que essa reflexão teológica tem a ver com a autoridade, tema escolhido para abordagem?
Assim como o Todo Poderoso criou pelo ato da fala todas as coisas “ e haja luz e ouve luz” (Bíblia Sagrada, 1997) os homens através de seus discursos constroem ou destroem mundos.
Gandhi utilizou de seu discurso e levou toda uma nação a busca de justiça através do ato pacifista; Hitler em contrapartida, utilizou o discurso da barbárie e deixou como legado aos germanos o sangue de milhões de judeus.
E assim, as autoridades vão surgindo e os discursos se difundindo. O mundo ocidental parece ser o guardião dessa “tradição” que surgiu com os romanos.
George W. Bush é um dos grandes exemplos da contemporaneidade. Vestido com o escudo do cavaleiro do apocalipse adentra nos territórios do “mal” a fim de salvar uma nação de seu diabólico governante. Novamente não importa os meios utilizados – mesmo que esses envolva mentiras e violência.
O século presente assiste as diversas invasões – do espaço e da alma. A nova ordem elege o cidadão sem pátria, o cidadão do mundo. Sem fronteiras vive-se em uma grande aldeia global. Aumenta-se os espaços geográficos limita-se a entrada efetiva neles.
Um mundo de falácias, liderados por governos depostatas que utilizam de um discurso frágil mas convincente. Por que convence se é tão frágil? Porque o desejo pela verdade da elite ainda seduz e legitima o caminho traçado pelos que possuem a autoridade.
Dentro de uma caverna, como no mito de Platão os homens se escondem. Mesmo aprisionados pelas algemas do engano ainda assim é melhor que lutar para se libertar. A liberdade pressupõe responsabilidade e responsabilidade é um fardo. E assim, o mundo continua sua rota que é traçada pela tradição.
Até quando a tradição estará no poder? Não há ninguém ou algo que possa sair da caverna e trazer a libertação para a maioria que ainda continua nas trevas? Não existe nenhum livro onde esteja inscrito uma “poção mágica” que possa despertar do sono profundo os homens desse século? Se há, onde ele se encontra? Quem pode decifrar os códigos? Seria os professores os atuais Merlins?
Arendt diz que “os educadores governam e utilizam a educação como arma de controle”. Eis a resposta para todos os males? A escola é a responsável pelas reproduções? Se há um poder nas mãos dos mestres porque não utiliza-lo para o bem comum da nação, dos povos, da terra?
Os céticos diriam que tal afirmação é utópica, que a escola não possui tamanho poder, muito menos os transmissores do saber. Mas, como é sabido, os conhecimentos transmitidos, imbuídos de uma roupagem positivistas, tem o peso do pensamento da classe dominante. Sendo assim, é inevitável não pensar em uma escola como não sendo uma reprodutora do pensamento dominante, reprodutora da opressão, e os mestres são seus escravos.
Parafraseando Píndaro, se “a lei é o déspota dos governantes e os governantes são os escravos da lei” o conhecimento é o déspota dos mestres e os mestres são os escravos do conhecimento – conhecimento produzido pela elite.
Talvez a analise seja um tanto generalista mas como não o ser se o contexto vivenciado leva-nos a ver a grande massa sempre sendo esmagada pela pequena parcela que se julga senhora da nação?
Se a favela era o espaço da massa hoje a elite sobe o morro. Daslu e MV Bill contra o tráfico; Raissa vai a quadra e dança com as “cachorras “ do funk no horário nobre da Globo. Tudo perde o significado. È banalizado. Não se expande, perde a autoridade de ser.
Mais uma vez, pela força, pela violência se conquista a autoridade. Uma violência ora velada pela simbologia ora escancarada nas telas da TV, nas imagens dos jornais. Uma imagem parcial vendida à R$ 0,25, mas com um preço de custo altíssimo, imensurável.
Se esse é o preço a se pagar, o mundo continuará a pagar. Tudo em nome da ordem e do progresso. Tudo em nome do bem estar social, mesmo que para isso tenha que se abater árvores, tenha que se vender territórios, tenha que se acabar com os rios. Porque “não é possível fazer uma República sem matar gente” (Arendt 2001); não é possível ter autoridade sem usurpar o poder.
Patrícia Prado

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Enfim... O fim

31 de dezembro de 2007.

Mais um ano se finda. As batidas aceleradas do relógio parecem gladiar com a indolência de um coração que precisa planejar, se encontrar.
As pessoas correm de um lado para o outro se apressando para a chegada de mais um ano. As roupas coloridas de negro darão lugar nessa noite ao branco da paz, da esperança, e quem sabe do amor (alguns acham que a cor do amor é vermelho mas eu acredito que seja o branco, é preciso paz para se viver o amor...)
Como se espera a chegada de uma criança, assim os homens se preparam para um novo ano. Tempo de renovação, de novos planos, de fé. Quando os ponteiros se encontrarem hoje será o ressoar de um novo tempo. Ah se tudo fosse tão fácil e simples assim! Se fosse possível lançar sobre o mar todas as lágrimas que foram derramadas, todos os amores mal resolvidos, todas as discordias... Se fosse possível apenas trocar a maquiagem para que tudo ficasse lindo novamente! Trocar mudar as roupas e mudar o tudo! Bem, sabemos que a vida é muita mais complicada e que o pó de piripimpim só existe nas histórias de Monteiro Lobato.
Talvez nem todos encontraram um coelho que lhe direcionasse o caminho nesse ano como Alice, mas certamente descobrimos que quando não se sabe para onde ir qualquer caminho serve, é triste mas é fato.
As vezes é preciso decidir : a pílula azul ou a vermelha? joguemos os búzios quando a dúvida chegar ou se preferir o Urim e o Tumim, para alguns ainda é válido. Mas lembre-se: se o ditado é certo, se tiveres sorte nas jogadas, certamente não terás sorte no amor. Então, o que escolherás? Deixemos de racionalidade matemática e voltemos a idéia do Segredo.
Como o tempo é de renovação entremos nessa esperança de que amanhã será melhor porque se existe uma coisa que brasileiro tem de sobra é E S P E R A N Ç A.
Esperemos então, dias melhores, amores maiores, paz, e porque não fortuna!
2007 já está findando a ele dediquemos nossos agradecimentos e votos de paz.
FELIZ 2008 Pra mim, FELIZ 2008 pra nós todos!

Deus nos abençõe com paz...
Patrícia Prado

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Alguma coisa em comum

Não adianta esperar atitude de quem não tem
Não é ele quem vai estar lá quando você precisar
Não adianta esperar pelo trem que já passou
Um dia eu páro você, vou te fazer enxergar

Abrir seus olhos e fazer você enxergar quem eu sou
Abrir seus olhos pra você gostar de mim como eu sou

Acorda pra ver que eu só te quero bem
Deixa a chuva te avisar que o sol vai brilhar pra você
Eu pude contemplar sua beleza enquanto você sorria
Eu que não sabia que o amor era simples e pleno

Abrir seus olhos e fazer você enxergar quem eu sou
Abrir seus olhos pra você gostar de mim como eu sou

Fico feliz de estar vivendo e aprendendo
Então deixa a chuva te avisar que o sol vai brilhar pra você



Abrir seus olhos - Charlie Brown Júnior

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Timidez


Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...

- mas só esse eu não farei.

Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...

- palavra que não direi.

Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,

- que amargamente inventei.

E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...

e um dia me acabarei.

Cecília Meireles

Por não estarem distraídos


Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Clarice Lispector

See Who I Am


É verdade o que dizem?
Estamos muito cegos para encontrar um caminho?
Medo do desconhecido
Perturbando nossos corações hoje
Venha para o meu mundo
Veja além dos meus olhos
Tente entender
Não quero perder o que temos
Estivemos sonhando
Por quem não pode negar
É a melhor forma de se viver
Entre a verdade e as mentiras

Veja quem eu sou
Atravesse a superfície
Aproxime sua mão da minha
E grite bem alto que nós conseguimos
Liberte sua mente e encontre um caminho
O mundo está em nossas mãos
Isso não é o fim

O medo está enfraquecendo a alma
Em um ponto sem volta
Precisamos ser a mudança que queremos ver
Irei em seu mundo
Verei além de seus olhos
Tentarei entender
Antes de perdermos o que temos
Não podemos simplesmente parar de acreditar
Porque nós temos que tentar
Podemos nos elevar além da verdade e das mentira

Ouça o silêncio
Estenda sua mão para a minha culpa
Nossa força permanecerá?
Se o poder elevar-se
Isso não é o fim

Within Temptation

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Amor é síntese

Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...

Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.

Mário Quintana

segunda-feira, novembro 12, 2007

Rascunhos

Recomeçar. A vida chama a essa ação.
Não há nada mais a fazer do que recomeçar.
As velhas roupas amareladas no armário
O cheiro de mofo...
A vida passada a limpo.

Uma nova história a ser escrita, um novo enredo.
Nada como outrora, nada.
Novos personagens, novo cenário, nova platéia.

A incerteza do talvez dá lugar a expectativa de dias melhores
Melhores do que o até então vivido
Mais alegres, mais floridos.
Uma nova chance para ser feliz.

Patrícia Prado

Tocando em frente


Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou

Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz...

Almir Sater

sexta-feira, outubro 12, 2007


Vejo pombos no asfalto
eles sabem voar alto
mas insistem em catar as migalhas do chão...
Somente o que corre riscos é livre.


Zeca Baleiro e Sêneca

De forma dolorosa tenho aprendido que esperar nem sempre vale a pena. Eu esperei e o que recebi pela espera?

A vida é tão fugaz e criamos tantas grades de proteção que na verdade não nos protege de nada mas impede-nos de viver a vida.

Magoar e ser magoado é inevitável quando se está a viver. Somente os mortos não sofrem as afrontas, somente os que adormecem não vêem, não sentem o desprezo. E se a vida é assim, porque esperamos? Pelo que esperamos se o convite que ela nos faz é para sairmos de nossa caverna e ir de encontro a luz?

É assim que eu me sinto...

Quando eu me perco é quando eu te encontro
Quando eu me solto seus olhos me vêem
Quando eu me iludo é quando eu te esqueço
Quando eu te tenho eu me sinto tão bem

Você me fez sentir de novo o que eu
Já não me importava mais
Você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem

Quando eu te invado de silêncio
Você conforta a minha dor com atenção
E quando eu durmo no seu colo
Você me faz sentir de novo
O que eu já não sentia mais

Você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem

Não tenha medo
Não tenha medo desse amor
Não faz sentido
Não faz sentido não mudarEsse amor

Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem

De Tico Sta Cruz interpretada por Detonautas Você me faz tão bem

quarta-feira, outubro 10, 2007

Revelar...REVELE-SE



Para onde estamos indo?
Entramos. O jogo começou.
As cartas postas na mesa. O lance.

Olho em seus olhos e eles revelam a escuridão.
De quem se esconde? De mim?
Oh não! Não faça isso, temos pouco tempo...

O tempo. Ouça o tempo. Ele silencia nossa voz.
Sinta o tempo. Feche os olhos. Segure minhas mãos
E eu o levarei a terras distantes onde tudo é possível
Onde o amor é possível
Apenas deixe-se. Deixe-se.

Patrícia Prado