sábado, maio 12, 2012

Voar... Como se as asas fossem reais e pertencentes a este corpo

Que cansado de tantas idas e vindas
por caminhos que sempre chegam ao mesmo lugar
agora deseja voar.
Voar para ver do alto a estrada, o caminho, uma possibilidade...
E fazer, desta vez, um percurso diferente
Onde pelo menos se tenha a esperança de que o fim não será o mesmo.

        Patrícia Prado
Viver é decidir.
Diariamente decidir.
E decidir não é a ação mais fácil, mais simples, mais clara.
Porque decidir envolve mudança na rota, no corpo, no pensamento, no sentimento.
E nem sempre a mudança é instantânea, é sem dor, é sem dúvida...
E hoje a vida pede decisão.
Hoje a vida chama ao partir...

Patrícia Prado

terça-feira, março 27, 2012

Silenciar. Silêncio.
Eiso o que preciso.
Quando as palavras não dialogam é momento de silenciar
Para ouvir somente a voz do silêncio
Porque nela, na voz do silêncio é possível se ouvir
a resposta à todos os gritos, a todos os ecos, aos sons incompreensíveis, incompreendidos.
Neste tempo eu me proponho silêncio. Proponho silenciar.

Patrícia Prado

terça-feira, março 13, 2012


A cada conflito instaurado vou me descobrindo, modificando, existindo. O outro é um tipo de espelho onde a minha verdadeira face se reflete. É no diálogo, no dia-logo que eu vou me fazendo, refazando. Sozinho eu não existo. Lembra do filme Náufrago? Quando não se tem o outro se inventa o outro. o Sr. Wilson, a bola que se torna gente é um tipo de outro naquele momento solitário.

Patrícia Prado

Instante

Nada do que foi é.

Nada do que é será.

Tudo muda. O tempo todo a mudar.

E a cabeça a girar em um ritmo frenético

Não aguenta tanto mudar.

Mas onde estaria a graça de ser sem ser?

Onde estaria a surpresa se tudo fosse?

E assim, a roda inesperada da vida

Gira, gira, gira

E a girar leva-nos a lugares inóspitos

Onde somente a alma pode prescrutar.

Patrícia Prado

quarta-feira, dezembro 07, 2011


A nudez se manifesta no rosto do outro.

Teu olhar, oceano de possibilidades, leva-me as profundezas do real e do imaginário;

Teus lábios, labirinto onde se esconde segredos desejados, é a mais perfeita personificação da fragilidade e do poder;


Em linhas que surgem a cada novo amanhecer, surge também, uma nova parte de uma história lida por muitos sentida por poucos...


Assim como a brisa toca suavemente uma flor, o tempo o toca e deixa um colorido prata a anunciar outros tantos que chegarão para uma outra festa, uma outra comemoração.


O rosto do outro denuncia a verdade. O tempo. A vida.


É no rosto do outro que vejo a temporalidade. E em teu rosto que eu me vejo...



Patrícia Prado

sábado, setembro 24, 2011

Divagações


A circularidade que estou a viver celebra um tempo mítico. Um tempo que acontece quando se entra no espaço sagrado e tudo é revivido, mesmo que esse fato tenha acontecido em tempos distantes. O sagrado é o sentimento de amor. A celebração acontece no espaço da alma que irradia pelos poros do corpo a excessiva vontade de viver. Viver cada minuto desse tempo sagrado. Viver a simplicidade do viver.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Ame, Ame. Ame....

Para se sentir abraçado, basta continuar abrançando. Para se sentir amado, continue amando. O movimento parte de dentro; parte de nós. A infelicidade muitas vezes persiste porque se espera demais do outro, quando na verdade ninguém pode ser responsável pela feliciade , pela vida de alguém. Chegamos sós. Partiremos sós. Mas antes da partida, há ainda um caminho a se percorrer e nesse percurso há de... se encontrar faces distintas, vozes, silêncio, solidão. E em cada um desses encontros seremos convidados a dialogar com essas facetas que a vida nos revela. E a maneira como construimos nossa identidade será a resposta. Se for uma identidade dependente talvez nunca sentiremos o calor de um abraço; mas se for livre, inteira na realidade, continuaremos abraçando e amando e sendo e vivendo com ou sem o outro. Seremos.

Patrícia Prado

sexta-feira, outubro 15, 2010

Fragmentos


O que eu sou? O que é você? O que somos nós?
Uma pergunta filosófica? Uma pergunta Teológica?
Uma pergunta do Ser.

Ser que procura respostas em mim, em você, em nós.
Ser que se inquieta, que se ressente com as máscaras,
Com as farsas, com a verdade que tentamos velar.

Porque se escondes? Porque me escondo?
Porque nos escondemos?
Revelamos uma imagem abstrata, refletimos uma falácia.

O que quero? O que queres? O que queremos?
A farsa nos afasta
O medo nos protege.

O desejo encoberto em nossa alma
Revela uma verdade que não podemos negar.

O que sou - você o sabe.
O que é você - eu o sei.
O que somos - procuramos conhecer, procuramos saber.

Patrícia Prado

Escrevo

Escrevo
Como quem conta uma história
Para muitos ouvirem
Para ninguém ouvir.

Teço
Nas páginas em branco
Pedaços de sonhos
Que uno a linha da ilusão.

Revelo
Através de um grito no silêncio
Que ecoa de meu ser
Fragmentos de uma alma
Que chora pelo não vivido.

Escrevo, Teço, Revelo
Desejos, Sonhos, Ilusões
Escrevo.

Patrícia Prado

Nalgum Lugar

Poema de E.E. Cummings musicado por Zeca Baleiro, CD Líricas

Nalgum lugar em que eu nunca estive,
alegremente além de qualquer experiência,
teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar
porque estão demasiadamente perto

Teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos,
nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala
como a primavera abre (tocando sutilmente, misteriosamente)
sua primeira rosa

Ou se quiseres me ver fechado, eu e minha vida
nos fecharemos belamente, de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda parte

Nada que eu possa perceber neste universo
iguala o poder de tua intensa fragilidade:
cuja textura compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

(Não sei dizer o que há em ti que fecha e abre;
só uma parte de mim compreende
que a voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva tem mãos tão pequenas

segunda-feira, setembro 27, 2010

Porque falar da dor?


Porque falar da dor, se ainda existe amor?
Porque falar dos espinhos, que feriram-me a alma, se ainda há rosas a desabrochar?
Porque amargurar-me em recordações, que de tão saudosas, levam-me ao pranto?
Porque?
Se estamos todos em um grande palco a encenar a vida?

Então, que troquem o figurino!
Hoje o espetáculo é da alegria!
Hoje a palavra de ordem é sonhar, sorrir, viver.
Viver com toda força que ainda existe em mim,
Sorrir como uma criança que se alegra com a simplicidade da vida,
Sonhar com o que ainda é possível de se realizar.

Porque falar da dor, se ainda existe amor?
Porque falar de espinhos, se ainda há rosas?
Porque falar de você, se ainda tenho a alegria de viver?
Patrícia Prado

Além das Flores


Além das flores
Ficam as mãos que a colheram
Fica a terra que recebeu a semente
Fica a vontade de ser.

Além da vida
Fica a vontade escondida
Em folhas amarelas que revelam
Sonhos e ilusões

Além dos sonhos
Fica a esperança de um dia libertar-se
Dos fantasmas que assombram
Que aprisionam
Que colhem a vida.

Patrícia Prado

Sensações

Chove.
E a chuva traz de volta um pensamento
Sobre você, sobre nós.

Frio.
É a sensação que tenho
Ao lembrar-me de tuas mãos, de teu corpo, de tua voz...

Noite.
É o que vivo... eterna noite.
Depois que te perdi, depois que te amei.

Patrícia Prado

quarta-feira, setembro 22, 2010

Em Suma...


As vezes no silêncio da noite
Eu fico imaginando nos dois
Eu fico ali sonhando acordado, juntando
O antes, o agora e o depois

Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho...

Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho äs vezes cai bem
Eu tenho os meus segredos e planos, secretos
Só abro prá você mais ninguém
Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E, se ele de repente me ganha?

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca prá fora
Ou você me engana
Ou não está maduro
Onde está você agora?


Peninha escreveu. Nietzsche tinha razão: o eterno retorno existe.

terça-feira, setembro 21, 2010

Palavra, esse desafio

Palavra vem do grego parabolé e significa comparação, aproximação. Daí parábola, discurso alegórico. No sentido em que a conhecemos, espalhou-se pelas línguas românicas superando o termo latino verbum. Não há nenhuma intenção erudita nessa minhas primeiras frases, apenas busco um fio que me conduza à discussão da dificuldade que a maioria de nós tem em lidar com a linguagem. Fala-se muito no mundo e nem sempre com sensatez. Animal falante, o humano parece não se dar conta da importância dessa qualidade única e costuma despreza-la, gastando irresponsavelmente sua riqueza.
A palavra, originalmente, é aquele vocábulo que diz o que a coisa é, que se aproxima do objeto passando a significa-lo. Ouve-se o som e vê-se a representação. Maça tem cheiro e gosto de maça. Limão é redondo, tem líquido e é azedo. Cada uma tem sua história e, no momento em que é aceita, incorpora-se ao patrimônio de todo um povo.
É com elas que nos dirigimos aos nossos semelhantes, é através delas que somos capazes de transmitir os maiores carinhos ou as mais estúpidas agressões.
É por isso que eu aprendi a trata-las com a maior deferência, respeito. Tenho medo de usa-las de forma incorreta ou desleixada. Quantas vezes dizemos, ou queremos dizer, algo e somos entendidos de forma diferente do que pretendíamos? Quantas brigas e quanta incompreensão não nasceram de um jeito torto de falar ou de ouvir?
Pois aí reside o desafio maior de lidar com as palavras. Não basta que nos esforcemos em ser claros e sintéticos. Se nosso ouvinte não estiver equipado com o mesmo grau de compreensão, lá se vai toda nossa objetividade.
Quero expressar o belo, entendem o feio. Escrevo versos de amor e recebem mensagem de desprezo. Sou apenas um tímido incapaz de extravasar meus mais profundos sentimentos e tomam-me por um cara metido a besta, cheio de empáfia.
Às vezes até nos expressamos de forma exata, mas erramos no tom e o resultado nos é adverso. O que era para ser um alerta é visto como intromissão, o que de nós saiu como ponderação transforma-se num soco. Até mesmo o silêncio, aqui entendido como renúncia à palavra, pode virar-se contra o mundo.
Falo tudo isso para expressar o meu espanto diário ao abrir os jornais e ao assistir aos noticiários da televisão, com a facilidade com que muita gente desfila comentários e discursos os mais confiantes e desabusados, sem a menor cerimônia. Opina-se sobre tudo e com termos os mais descuidados.
O verbo é livre e viva a democracia. Mas um pouco de zelo na exteriorização dos pensamentos é essencial para que a palavra-parábola proporcione um encontro e não seja uma ação de se afastar do caminho direito. Pois, ela a palavra, tem esses dois significados conflitantes. É melhor que ela nos leve, sempre, ao encontro com os nossos semelhantes.

FERNANDO BRANT

quinta-feira, setembro 16, 2010

Aula de Amor


Lição I: Estratégias da Cultura do Amor

- Amor chega aqui. Quero e preciso tomar algumas satisfações a você.
- Não adianta brigar comigo. Sou apenas mais um sentimento.
- Estou em uma crise de abstinência de você!
- Pare! Nem me conhece direito. O que sabes de amar?
- Sei que dói. Que me deixa fraco e com medo de tudo. Que me faz desejar o que nunca desejei fazer antes. Que me faz ceder e crescer e reaprender. Não gosto disso! Faz-me sentir que sou incompleto, que possui lugares sem luz dentro de mim. Que a claridade vem dos olhos teus.
- Então, diga o que desejas saber... Não tenho muito tempo pra você, por isso seja breve.
- A pergunta é simples: Como fazes para que esta incontida e desejada dor, que és, torna-se a razão para tantos ao mesmo tempo? Nem a própria loucura escapa de te amar...
- Ai! Tolo! O processo de amar não é tão simples de diagnosticar assim. Não sou um modelo único como contado pelas dezenas de livros de romances ou novelas... Tenho mais modalidades que os saltos olímpicos. Mas, você está pronto para falar sobre isso?
- Já tomei minha caneta e papel nas mãos.
- Tome nota então: Primeiro surpreendas todas as gerações com o amor Paternal ou Maternal e crie uma dependência mutua de veneração e respeito. Quando um pai herói e uma mãe super-protetora executam bem seu papel criam verdadeiras Cinderelas e ótimos Don Juan capazes de povoar a terra do bom e romântico conto de fadas. E neste momento amplio o horizonte das crianças com contos de fadas. Sempre poderemos no mundo da imaginação ter fadas madrinhas, esperar em uma cama quente o príncipe encantado e se for das pessoas mais agitadas correrá atrás de um sapo ou procurará em todos os cantos do mundo pela mulher que conseguiu calçar um sapato de cristal. Na infância você projetará toda a possibilidade de amar. As formas mais elaboradas de sonhar estão no coração das crianças.
- Nossa parece frio isso?
- Nunca... Imagine que muitas crianças já sabem qual relacionamento querem para si. Querem um príncipe no cavalo branco que a tome nas mãos e baile por toda noite. Alguns homens desejam a mulher de voz suave e dócil, feminina... A princesa! Isso muda um pouco na cultura contemporânea. Mas, a grande verdade é que como não podem ser mais os super-heróis assumem facilmente o cargo do “bad boy” como distorção dos vilões.
- Mas, porque desejar-te então?
- As desilusões e frustrações só nos fazem querer mais e mais o intangível. Será na infância que o mundo perfeito, o platonismo, o enamoramento com a vida, o primeiro amor acontecerá. Sabe, quando suas mãos frias, o suor, a gagueira e as palavras que não saem. Aquela sensação gostosa de “não ser notado” quando passa pelo ridículo de acompanhar quem ama com os olhos no meio do pátio do recreio. Essas sensações nos condicionam e nos definem pelo resto da vida. Eu educo desde bem cedo. Ao contrario dos demais sentimentos, preciso me adaptar e me aperfeiçoar. Afinal, algumas pessoas como você se imunizam a cada amor. Daí, preciso me desdobrar até perceber uma brecha em um coração calejado.
- Apenas, não tenho grande tolerância à dor...
- Pelo contrario, você percebeu o que muitos querem ignorar.
- Apenas acho que não existem príncipes no cavalo branco atrás da dona do sapado de cristal. Não existem perfeições. Não existe, no real que é a vida, a pessoa certa. Existem escolhas e podas. Existem químicas e associações que refletem nossos projetos para a felicidade. Quando encontramos alguém que soma isso deve repercutir em uma explosão de prazer em estar inteiro frente à outra pessoa.
- Bom agora fecha seus olhos e confessa se tudo que saiu de sua boca é verdade? Diga se enquanto falava tudo isso não pensava em um modelo perfeito do ser. Seu vício está na busca. Você inteiro também crê que encontrará alguém que alicerce seus sonhos. Querido, a verdade que ainda está sofrendo da ultima sacudida que lhe dei. Cure-se e se faça mais forte. Porque da próxima vez quero voltar com mais força e intensidade e quero ir mais longe a nossa conversa.
- Sabe amor. Da última vez você me deixou sem resquícios e agora você se vai me deixando confuso.
- Da última vez eu fiz tudo sozinho... Desta vez tive sua ajuda. Preciso ir!
- Vá! Até breve!
- Viu! Da última vez você disse adeus.


Marcos Paulo de Oliveira Bueno : Um amigo que tem me ensinado sobre "Manutenção de sentimentos"

Anima


Um reflexo é tudo que vejo.
Um reflexo em meio as trevas...
Como Dante caminho em meio as feras
Mas sem Virgílio, sem Beatriz, sem ninguém...

Mesmo em meio ao sombrio ainda se percebe um brilho
Seria a vontade de viver? seria a anima humana que clama
que geme, que se contorce na ânsia pela libertação?

Porque me aprisionastes? Porque cercaste-me de trevas?
Porque destes-me de beber do teu fel? Porque? Porque?
Que fiz a vós para dar-me como sentença a prisão?

Mas eu espero. Espero a esperança
E com ela reescrevo, ainda que com traços tímidos, uma nova história.
Ainda existe vida em mim. Ainda existe.

Patrícia Prado

terça-feira, setembro 14, 2010

Palavras do Jonh

Fizeram a gente acreditar que o amor mesmo, o amor prá valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não nos contaram que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta. A gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar em uma fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduo com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula para ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustam as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
Jonh Lennon

O despertar


Tudo estava no lugar até você chegar.
Uma vida tranquila; sonhos modestos alimentados pela paciência e pela fé.

Mas você chegou e trouxe consigo a fúria do desejo.
Vestido de tempestade anunciou a finitude do tempo
Revelando minha impotência diante dos fatos.


A angústia e a tormenta.
A febre do querer.
O talvez e o não.

Elementos que se misturam e refletem que
Em meio ao caos produzido por tua chegada
É possível ver a cintilar o brilho da esperança
Que vigilante vela pela razão do nosso existir, o amor.

É ela que traduz toda essa efervescência de encontros e desencontros;
Que entende que o fim é apenas uma perspectiva
E que no hoje está a oportunidade do início.

E assim, diante da esperança
Eu me rendo e espero.
E espero não tua partida definitiva mas tua chegada permanente.

Patrícia Prado